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Créditos: redação IPC Digital  - 23/07/17

Em novembro o visto para Yonsei pode ser liberado

"A corrida pelo o ouro pode começar em novembro.

Não é só o status financeiro que atraem os descendentes da 4ª geração ao Japão, alguns possuem uma ligação profunda com o país. Algumas famílias estão separadas por causa do visto. Casos como o da brasileira Marina de Souza Nakano (49), recém chegada ao Japão e moradora da cidade de Suzuka/Mie vem sendo decorrente na comunidade brasileira. Marina deixou no Brasil os dois filhos Fábio (22) e Fernanda (21).

Ela conta que regressou ao Brasil em 2009, na crise, na época nem ela e os filhos tinham visto permanente e não imaginou que fosse querer retornar ao Japão, os filhos se adaptaram rápido no Brasil, mesmo tendo nascidos no Japão, estavam indo bem na escola e ela tinha arrumado um bom emprego. Em maio de 2016 foi demitida e desde então não conseguiu mais trabalho fixo, e a vida passou a ficar apertada, foi então que resolveu retornar ao Japão, mas teve que deixar os dois filhos com a irmã. ” Meu coração vive apertado, não durmo direito, minha cabeça está aqui mas meu coração está no Brasil ” revela Marina, que recebe com esperança a notícia da possibilidade da liberação do visto para Yonseis  em novembro.

 

O Brasil está em crise e o Japão precisa de mão de obra mas o país não quer imigrantes e sim decasséguis ( termo usado para trabalhadores que retornam ao país de origem depois de um período ) . O acordo firmado no final da década de 80, que liberou o visto de trabalho para os descendentes de japoneses até a terceira geração ( sanseis ), foi a solução que o país encontrou para suprir a escassez da mão de obra naquele momento, só que o prazo se esgotou e o país volta a sofrer do mesmo problema que o fez tirar o trinco da porteira há quase 30 anos.

 

O Japão revive o mesmo problema de décadas, precisa da mão de obra estrangeira, mas não pensa em uma política imigratória. A comunidade brasileira está envelhecendo, sem futuro e perspectivas no Japão. A experiência do Japão com a comunidade brasileira infelizmente não foi bem sucedida e muitos políticos e órgãos municipais enxergam com cautela qualquer movimentação em relação a liberação em massa para os vistos de trabalho. Kato Suzuki do departamento de estrangeiros da prefeitura de Izumo/ Shimane, acredita que é necessário ter uma política imigratória para os estrangeiros que pretendem ficar no Japão por longo período. Segundo ele já se passaram quase 30 anos desde o primeiro acordo que liberou vistos de trabalho para milhares de estrangeiros descendentes de japoneses da 3ª geração. De acordo com Kato é preciso pensar no impacto que esses estrangeiros vão causar no país no futuro se não houver uma política que auxilie e os oriente principalmente na educação dos filhos, caso contrário serão poucas as chances dessa nova geração ocupar vagas nas universidades do país e isso levará o Japão a caminhar para um outro problema muito maior a estagnação intelectual e cultural.

São Paulo- O deputado Mikio Shimoji, 55, do partido Nihon Ishin no Kai, anúncio no dia 21 de julho no Bunkyo, em São Paulo, a “intenção” de transformar o projeto de liberação do visto de longa permanência para os Yonseis em um decreto, o que facilitaria a provação, porque não teria a necessidade do “projeto” ser debatido e votado no plenário. De acordo com o deputado Mikio Shimoji, um texto na lei imigratória estaria sendo elaborado em conjunto com o Ministério da Justiça e das Relações Exteriores do Japão.

Para que essa nova lei entre em vigor, é necessário que o Primeiro Ministro Shinzo Abe assine o decreto. Shinzo Abe, fomentou as esperanças dos Yonseis quando levou pela primeira vez ao parlamento essa questão em fevereiro deste ano.

O momento parece oportuno e conspira para a concretização de uma emenda na lei imigratória que beneficia o visto para os Yonseis. Em 2018 completará 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

O documento que está sendo elaborado prevê uma série de reformas que atende à solicitação feita ao governo central do Japão por importantes entidades nikkeis do Brasil neste sentido.

Alguns pontos ainda estão sendo debatidos, e uma das propostas é o sistema Working Holiday que já existe no Japão.

O Working Holiday permite que o estrangeiro aprenda a língua e a cultura nipônica, podendo trabalhar no período de sua estadia a fim de obter o recurso necessário para isso. O Japão mantém este acordo com 18 países. Porém, os estrangeiros só podem permanecer um ano no país. Esse mesmo sistema pode ser aplicado ao Yonseis, com a diferença de aumentar o tempo de estadia para 3 anos. Os cônjuges e os filhos dos yonseis também poderiam ser favorecidos com esta medida, e após esse prazo o pedido de renovação seria analisado pelos órgão competentes do país.

Para o deputado, esse sistema precisa garantir que o yonsei tenha acesso não só ao ensino da língua nipônica como também às maiores facilidades de inserção e inclusão social. “Não queremos que o yonsei seja tomado apenas como uma força de trabalho”, explica."
 

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